Tribecca
english

Sobre Shopping

  • Momentum 359 - Um setor em busca de equilíbrio
  • Segurança e Saúde - uma nova ferramenta na gestão de negócios
  • O pior da crise já passou
  • Shopping Center: a praia dos mineiros

Momentum 359 - Um setor em busca de equilíbrio

As vendas por m² das lojas dos Shopping Centers, exclusive as âncoras, nos Estados Unidos caíram 5,2% em 2008 e 7,2% em 2009, retratando as dificuldades que o varejo norte-americano atravessaram nesse período. Em 2007 haviam crescido apenas 1% e no primeiro trimestre de 2010 voltaram a crescer, atingindo 4,9%, sobre uma base bastante deprimida.

Os dados do setor de Shopping Centers nos Estados Unidos têm uma representatividade muito maior quando comparado com o Brasil, pois em seus números estão inclusas todas as operações que envolvem todas formas de centros comerciais planejados, que vão dos grandes shoppings regionais às mais simples operações de agrupamentos de lojas ancorados por uma grande operação, como temos no Brasil os hipermercados com suas lojas satélites. Por conta disso pode-se considerar que as vendas dos shoppings nos Estados Unidos representam o comportamento do varejo norte-americano, excluídas as vendas de veículos e combustíveis, da internet, da venda direta e dos clubes de atacado e supercenters em operação 'free standing'.


Foram exatamente os Clubes de Atacado, os Supercenters e o e-commerce os setores com maior crescimento de vendas e que reduziram a queda enfrentada por outros segmentos do varejo.


O drama do setor é conhecido e o desempenho recente criou a esperança de que possa estar no início um ciclo de recuperação dos índices, mas não do volume das vendas, uma vez que a base de comparação é muito baixa. Mas, pelo menos, é um alento. E esse foi o tom que predominou durante a Recon, principal encontro do setor em Las Vegas na semana passada,evento que reuniu perto de 140 brasileiros, onde a ABRASCE e a GS&MD - Gouvêa de Souza coordenaram um grupo de dirigentes e executivos do setor do Brasil.


Esse evento que há quatro anos recebia perto de 55 000 visitantes neste ano alcançou entre 25 e 30 000, segundo o que foi divulgado, mas também significou uma recuperação quando comparado com o que ocorreu em 2008, que foi ainda menor. Recuperação cautelosa e demorada.


Mesmo no período anterior à crise do mercado financeiro o setor de shoppings centers já vinha enfrentando dificuldades. Sendo as principais delas a perda de participação das lojas de departamentos, principais âncoras desses centros e mais  o crescimento de vendas dos Clubes de Atacado e Supercenters, além do e-commerce, que ocorrem fora do ambiente de shoppings.


Parte dessa perda de vendas em produtos vinha sendo compensada pelo aumento da vendas de serviços, dentre eles entretenimento e alimentação fora de casa mas, com a crise financeira e a retração de consumo das famílias, motivada pela perda de poder aquisitivo e redução da renda, esse área de serviços também caiu, trazendo para baixo todo o desempenho.


Esse quadro foi em grande parte o maior responsável pelo expressivo número de investidores e desenvolvedores norte-americanos que vieram para o Brasil e adquiriram participações direta em shoppings, ou indireta, através da abertura de capital de algumas empresas do setor no Brasil.


O drama do setor nos Estados Unidos trouxe e trará consequencias diretas para o varejo e os shoppings no Brasil.


No setor dos shoppings pelo aumento da participação de investidores internacionais a situação que não existia até alguns anos atrás, aumentando investimentos, modificando estratégias e o modelo de gestão. No setor de varejo, pelo aumento do interesse e atratividade pelo setor no Brasil, trazendo mais empresas interessadas em atuar por aqui, como já tem acontecido.


Sempre é bom lembrar que o varejo norte-americano permaneceu enclausurado em seu próprio território, com algumas exceções, durante todo o tempo de forte crescimento do consumo e da economia. E nem haveria razões extremas para ser diferente.


Com a mudança dos ventos e a perspectiva de uma lenta e contida recuperação, muitas redes estão em busca de oportunidades em outros países, sendo a primeira preferência os de língua inglesa e no hemisfério norte, o que torna a lista pequena. Em seguida, aqueles com potencial de crescimento, estabilidade política e econômica, população jovem e não tão concentrado ainda em todo o varejo.


Nesse segundo grupo, inevitavelmente, o Brasil desponta como um destinatário natural do interesse, situação que pudemos constatar nas palestras apresentadas onde, da mesma forma como ocorreu na NRF em Janeiro em NY, foi obrigatório mencionar as oportunidades e o potencial brasileiro quando o assunto transcendia ao paroquial.



Marcos Gouvêa, diretor-geral da GS&MD - Gouvêa de Souza

publicidade

  • SHOPPING LESTE ARICANDUVA
    Estado: SP
    Cidade: SAO PAULO
    Telefone: 11 3444-2000
  • SHOPPING METRÔ TATUAPE
    Estado: SP
    Cidade: SAO PAULO
    Telefone: 11 2090-7400
  • COMPLEXO COMERCIAL SHOPPING INTERLAGOS
    Estado: SP
    Cidade: SAO PAULO
    Telefone: 11 3471-8888
  • CONDOMÍNIO DO CONJUNTO NACIONAL BRASILIA
    Estado: DF
    Cidade: BRASILIA
    Telefone: 61 2106-9700
  • CENTRAL PLAZA SHOPPING CENTER
    Estado: SP
    Cidade: SAO PAULO
    Telefone: 11 2066-4422
  • TABORDA CONSULTORIA E ASSESSORIA EM SEGURANÇA & ASSOC. S/C
    Estado: SP
    Cidade: JUNDIAÍ
    Telefone: 11 7758-6699
  • DBTRANS S/A
    Estado: RJ
    Cidade: RIO DE JANEIRO
    Telefone: 21 3212-4747
  • SAVOY IMOBILIARIA E CONSTRUTORA LTDA
    Estado: SP
    Cidade: SAO PAULO
    Telefone: 11 3371-6555
  • FEIXE TECNOLOGIA LTDA
    Estado: RJ
    Cidade: NITERÓI
    Telefone: 21 2620-4109
  • ENGEPRED SERVICOS DE ENGENHARIA LTDA
    Estado: RJ
    Cidade: RIO DE JANEIRO
    Telefone: 21 3265-7175